o improvável que ninguém aplaudiu.
1 Coríntios 1:27: Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraco para envergonhar o que é forte.
Nem todos aparecem. Nem todos são lembrados.
Há pessoas que servem em silêncio, caminham com Cristo sem reconhecimento e permanecem quando ninguém está olhando.
Em um mundo que mede valor por visibilidade, Tiago, filho de Alfeu, nos confronta com uma verdade desconfortável: no Reino de Deus, ser invisível aos homens não significa ser irrelevante para Cristo.
Tiago, filho de Alfeu, é um dos discípulos menos mencionados nos Evangelhos.
Não há discursos memoráveis, não há milagres atribuídos a ele, não há frases marcantes registradas.
Ele não ocupa o centro da narrativa. E, ainda assim, foi chamado por Jesus.
Isso por si só já confronta a nossa lógica espiritual: Cristo não escolhe apenas os visíveis, os eloquentes ou os impressionantes. Ele chama os fiéis.
Enquanto alguns eram impulsivos como Pedro, questionadores como Tomé ou intensos como os filhos do trovão, Tiago permaneceu em silêncio.
Não porque não tivesse importância, mas porque sua fidelidade não precisava de palco. O Reino de Deus não é sustentado por quem aparece, mas por quem permanece.
Seguir Jesus sem ser notado é uma morte diária do ego. É servir sem reconhecimento, caminhar sem aplausos, obedecer sem garantia de destaque.
Tiago nos confronta porque revela que grande parte do nosso serviço ainda depende de visibilidade. Queremos ser usados, mas também vistos. Queremos obedecer, desde que alguém perceba.
Cristo, porém, vê. Ele enxerga o discípulo esquecido, o coração constante, a fidelidade silenciosa. Tiago não foi improvável porque era fraco, mas porque não se encaixava na lógica humana de importância. No Reino, o anonimato não é fracasso é terreno fértil para a verdadeira obediência.
Tiago, filho de Alfeu, nos lembra que não é o nome repetido pelos homens que define um discípulo, mas a vida entregue diante de Cristo. E quem é visto por Ele não precisa ser lembrado por mais ninguém.
Escrever sobre Tiago, filho de Alfeu, me fez perceber que ser incógnita não significa ser inútil. Pelo contrário, há um chamado poderoso em servir sem palco, em anunciar Cristo sem precisar aparecer. Quero levar a mensagem, alcançar pessoas, ganhar vidas para Cristo mesmo que meu nome não seja lembrado. Se Ele for conhecido e eu permanecer pequena, então o propósito está cumprido. Prefiro ser invisível aos homens, desde que Cristo seja visível através de mim.
Oração
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