Nem todo filho de Deus é poupado do deserto
Versiculo base: “E te lembrarás de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos.” (Deuteronômio 8:2)
Reflexão:
Hoje em dia muitos cristãos de “papel” acreditam que seguir a Cristo é ter uma vida blindada: sem dores, sem cavernas, sem desertos. Um evangelho cheio de promessas de prosperidade, mas vazio de arrependimento e de Cristo. Só que a Palavra mostra outra realidade: o próprio Deus conduz os Seus para lugares de prova.
Israel foi guiado por Deus ao deserto.
Elias foi levado à caverna para ouvir a voz suave.
Davi, antes do trono, precisou se esconder em rochas escuras.
Tudo isso não era abandono, mas formação. O deserto revela o coração. A caverna silencia o barulho. E a prova aperfeiçoa o caráter que não nasce em palácios, mas em dependência de Deus.
Meu testemunho:
Eu mesma acreditei nessa ilusão quando comecei a seguir a Cristo. Entrei numa igreja onde falava-se muito de prosperidade, mas pouco de arrependimento, pouco da cruz, pouco de Cristo. Me iludi pensando que tudo seriam rosas… e esqueci que as rosas também têm espinhos. Quando chegou o meu deserto, pensei que era castigo, que algum pecado escondido tinha me colocado ali. Mas eu estava enganada. Deus queria me afirmar na fé, me mostrar que nenhuma circunstância de fora poderia me arrancar de Cristo. O deserto não foi a prova do meu fracasso, mas o lugar onde minha convicção foi fortalecida.
Aplicação:
Se você ainda pensa que ser cristão é estar blindado contra lágrimas e dores, cuidado. O mesmo Espírito que desceu sobre Jesus no batismo O levou ao deserto em seguida (Mateus 4:1). O Deus que abre o mar também guia para dentro dele. A verdadeira fé não é moldada na ausência de luta, mas no meio dela.
Oração
“Senhor, obrigado porque até o deserto faz parte do Teu cuidado. Usa meus momentos de dor e silêncio para me firmar mais em Ti. Em teu nome oramos, Jesus. Amém.”
Por: Alba Ferreira

Comentários
Postar um comentário